Em 36 anos de história, muito se fez "pra ver a banda passar, cantando coisas de amor", como compôs Chico Buarque. Acompanhe os passos dessa trajetória!
Aos vinte anos
Em 1991, aniversário de duas décadas da fanfarra, ficou na memória não apenas dos membros do grupo na época, mas também dos antigos músicos, que fizeram uma participação especial. "A intenção era homenagear o Júlio. Levamos a idéia à direção que, junto da APM, apoiou totalmente", conta Alina, então assistente do maestro.
Para fazer um encontro das duas gerações da fanfarra, o grupo de ex-integrantes ensaiava à noite, escondido do homenageado. No dia 16 de agosto, alunos, pais, professores, ex-participantes da APM e autoridades assistiram a apresentação da fanfarra, com a música ensaiada pelo Júlio. Em seguida, saíram de cena e entregaram seus instrumentos à geração anterior, que tocou Nona Sinfornia — executada anteriormente no Torneio da Campeã das Campeãs. A emoção foi muito grande. Julio recebeu uma batuta de presente e fez um discurso de despedida, que só foi entendido mais tarde, quando seus problemas de saúde o impediram de continuar trabalhando.
A continuação
Com a morte do maestro no ano seguinte, Rogério Wanderley Brito, passou para o comando. Dois anos depois, deixou a atividade para dedicar-se aos estudos, quando assumiu o maestro Marcelo Bonvenuto.
Atualmente, a banda participa de concursos municipais, se apresenta em ocasiões variadas como datas cívicas, festas religiosas e eventos públicos e do próprio colégio. O repertório se ampliou, pois não se concentra apenas nas composições-padrão para banda e fanfarra. Incluem temas de filmes e músicas populares, mais conhecidas do público. A linha de frente também se modernizou. "Antes se restringia às bandeiras com alunos marchando, agora é mais coreográfica, com interpretação da música", explica Zélia Maria Noronha, professora que está há quase vinte anos com o grupo. O resposável por essa mudança foi Antônio Bonvenuto Neto, coreógrafo da linha de frente de 1988 a 2000. Ele instituiu a divisão por naipes coreográficos. Os movimentos são de marcha e dança, incluindo arte cênica. No visual, os uniformes foram remodelados, deixando um pouco de lado o estilo militar, predominante anteriormente. "O Consolata é um colégio muito organizado. Essa organização, aliada ao comprometimento e à estrutura da escola, é uma oportunidade de abrir os horizontes dos alunos", testemunha Antônio Bonvenuto.
"Quando acabou o concurso da Record, a maioria das escolas deixou de investir nas fanfarras. Hoje, os grupos ficaram restritos a algumas prefeituras e grandes organizações", constata o maestro Rogério. Para ele, o Consolata e todos os envolvidos merecem parabéns "por terem mantido esse trabalho tão importante".
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